
A investigação da PF que embasou a nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na semana passada e com o ex-governador do Rio de Janeiro Claudio Castro entre os alvos de busca e apreensão, afirma que o “Texas I Fundo de Investimentos em Ações” chegou a ter a carteira composta por 95% de ações da Ambipar.
Os papéis da empresa, porém, foram inflados, como mostra outra investigação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Diretores da autarquia federal constataram uma atuação coordenada, que resultou em alta de 863% nas ações, saltando de R$ 8,80 para R$ 76, entre junho e agosto de 2024.
Quatorze meses depois, em 21 de outubro de 2025, mesmo dia em que sua recuperação judicial foi divulgada ao mercado, as ações da Ambipar chegaram a R$ 0,41 – uma queda de 99,46%. Essa desvalorização gerou o rombo apontado pela PF, de R$ 25 milhões, na investigação sobre o Rioprevidência, já que a empresa aportou R$ 150 milhões no fundo entre junho e agosto de 2025, em cinco operações.