
A operação foi deflagrada nesta terça-feira (7/4) e mira um grupo acusado de manipular o sistema de regulação médica em troca de dinheiro. A operação cumpriu 52 medidas judiciais, incluindo prisões, buscas, afastamento de servidores e quebra de sigilos.
As ações ocorreram em Goiânia e em pelo menos nove cidades do interior.
De acordo com a apuração, pacientes eram inseridos de forma fraudulenta nas filas para cirurgias, exames e consultas. O acesso, que deveria ser gratuito, era negociado.
Em alguns casos, além de entrar na fila, quem pagava também conseguia prioridade no atendimento. As fraudes envolviam sistemas oficiais de regulação, como o Servir e o Sisreg.
Segundo a polícia, agentes públicos atuavam diretamente na inserção de dados falsos para beneficiar pacientes. A prática impactava diretamente quem dependia do sistema público.
Enquanto pacientes pagavam para furar a fila, outros eram obrigados a esperar por tempo indeterminado.